MANUEL VILARINHO - PINTURA E DESENHO 2001/2006 06/03-25/03

A Árvore apresentou a exposição  MANUEL VILARINHO - PINTURA E DESENHO 2001/2006 de 6 a 25 de Março de 2008.

 

[…] Agora, num momento em que a máquina já não se prefigura como sinónimo absoluto de progresso, e como que num regresso a um tempo que aposta na diversidade de experiências temporais, o que corporiza a organização das paisagens de Manuel Vilarinho é o passeio, o lento saborear do visível, embora completado pela fugacidade de quem passa de carro numa estrada e apreende, em brevíssimos instantes, as informações visuais que sobressaem da massa da paisagem natural.
Emília Ferreira, in catálogo da exposição individual na Casa da Cerca, Almada, 2006

 

[…]Uma viagem, por exemplo, deve passar por todas as paragens possíveis e imaginárias; falta sempre conhecer, em parte incerta, uma outra coisa ou um novo acontecimento: paisagens próximas; ruínas; periferia... Manuel Vilarinho cognitivamente capta o ambiente e organiza-o nas telas com formas que podem ser geométricas ou figurativas: paisagens da natureza - montes, arbustos, com cores verdes, com castanhos terrenos, a terra encarnada - onde se abrem caminhos, locais de passagem por onde vagueiam os viajantes; vistas que se colam, que se justapõem, nos seus planos diversos, como o somatório dum conjunto de colagens de ambientes, de objectos da natureza e, também, do mundo urbano, as ruínas, os sinais, as letras que sinalizam os caminhos, as chaminés, as paredes com o tijolo à vista desarmada, os muros construídos, um labirinto que é o caminho, muitas formas indefinidas, a pincelada rude, um traço expressivo e a cor e as formas encontram-se neste aglomerado de emoções, visões da paisagem, recortes registados na tela pintada. […]
Rui Almeida Pereira (Direcção Artística do Museu Jorge Vieira), in catálogo da exposição individual na Galeria dos Escudeiros, Beja, 2005